A POLITICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E A MULHER
DOI:
https://doi.org/10.25110/educere.v19i2.2019.7721Abstract
Considerando os estudos interseccionais, os quais proporcionam discussões com o intuito de compreender como os marcadores sociais se articulam e geram desigualdades sociais, neste estudo a partir do âmbito da Assistência Social, a qual tem a família como centralidade, objetiva-se compreender e discutir como esta Política Pública acaba por contribuir e/ou reforçar as desigualdades de gênero a partir de suas percepções sobre a mulher, visto que a mesma ainda é o foco de suas intervenções, bem como considerada a responsável por esta família. Para tanto procede-se à uma revisão de literatura sobre a visão de mulher e do seu papel na sociedade ao longo da história da humanidade, bem como busca-se também perceber como se dá a relação desta mulher com o Centro de Referência da Assistencial Social (CRAS), visto ser este a porta de entrada das famílias para a Assistência Social, assim como para os programas e projetos por ele desenvolvidos. Desse modo, observa-se que existe, ainda hoje, uma grande complexidade nas relações existentes, sendo uma multidimensionalidade das formas de aproveitamento abusivo, desigualdades e preconceito sobre as mulheres. Muito de tudo o que hoje é ainda reificado como papel, função ou característica da mulher, definindo-a como feminina, na verdade não passa da reprodução de um discurso de poder propagado nos diferentes âmbitos da sociedade.





