O JURIDIQUES, O “ERGÁSTULO PÚBLICO” E A EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.25110/rcjs.v28i2.2025-11898Palavras-chave:
Linguagem jurídica, Educação, AcessibilidadeResumo
A linguagem jurídica em virtude do uso excessivo de palavras técnicas ou rebuscadas se torna incompreensível a muitas pessoas que não são da área, dessa forma, o uso do juridiquês restringe o acesso à justiça. Os operadores do direito devem ter a sensibilidade para evitar o uso de vocabulário de difícil compreensão aos leigos. A justiça será devidamente efetivada se as partes envolvidas no processo possuírem compreensão do que foi expresso na decisão judicial. O presente artigo tem como objetivo discutir a linguagem jurídica e seu uso para além do ambiente, que deve ser acessível e compreensível a todos. Pra que isso acontece, não se faz necessária a precarização do ensino ou que o ensino dessa área de conhecimento se dê em termos coloquiais. O que se almeja é que além do ensino padrão e clássico, também sejam abordados as questões linguísticas que prejudicam a efetivação da justiça, por meio do aprimoramento linguístico da educação jurídica no Brasil.
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