O JURIDIQUES, O “ERGÁSTULO PÚBLICO” E A EDUCAÇÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25110/rcjs.v28i2.2025-11898

Palavras-chave:

Linguagem jurídica, Educação, Acessibilidade

Resumo

A linguagem jurídica em virtude do uso excessivo de palavras técnicas ou rebuscadas se torna incompreensível a muitas pessoas que não são da área, dessa forma, o uso do juridiquês restringe o acesso à justiça. Os operadores do direito devem ter a sensibilidade para evitar o uso de vocabulário de difícil compreensão aos leigos. A justiça será devidamente efetivada se as partes envolvidas no processo possuírem compreensão do que foi expresso na decisão judicial. O presente artigo tem como objetivo discutir a linguagem jurídica e seu uso para além do ambiente, que deve ser acessível e compreensível a todos. Pra que isso acontece, não se faz necessária a precarização do ensino ou que o ensino dessa área de conhecimento se dê em termos coloquiais. O que se almeja é que além do ensino padrão e clássico, também sejam abordados as questões linguísticas que prejudicam a efetivação da justiça, por meio do aprimoramento linguístico da educação jurídica no Brasil.

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Biografia do Autor

Charles Kendi Sato, Universidade do Oeste Paulista

Doutor em educação pela Universidade do Oeste Paulista – Unoeste – Campos Presidente Prudente.

Wanderson Lago Vaz, Universidade Paranaense

Doutor em Educação - Unoeste de Presidente Prudente (2025). Atualmente é advogado cível e trabalhista - Escritório de Advocacia, professor da Universidade Estadual do Paraná e professor da Universidade Paranaense.

Elsa Midori Shimazaki, Universidade de São Paulo

Graduada em Letras Anglo-Portuguesas pela Universidade Estadual de Maringá e em Pedagogia pela Fundação Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari; Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas; Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

19-12-2025

Como Citar

SATO, Charles Kendi; VAZ, Wanderson Lago; SHIMAZAKI, Elsa Midori. O JURIDIQUES, O “ERGÁSTULO PÚBLICO” E A EDUCAÇÃO. Revista de Ciências Jurídicas e Sociais da UNIPAR, [S. l.], v. 28, n. 2, p. 509–522, 2025. DOI: 10.25110/rcjs.v28i2.2025-11898. Disponível em: https://www.revistas.unipar.br/index.php/juridica/article/view/11898. Acesso em: 8 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigos