RAMOS PRINCIPAIS DO ARCO AÓRTICO EM Leopardus wiedii (Carnivora: Felidae): RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.25110/arqvet.v28i2.2025-12690Palavras-chave:
Anatomia, Aorta, FelinoResumo
O gato-maracajá é um felino silvestre neotropical, arbóreo, amplamente distribuído no Brasil. Desde 2014, é considerado vulnerável na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é classificado como Quase Ameaçado pela International Union for Conservation of Nature (IUCN). Estudos morfológicos em felinos silvestres são fundamentais para compreender suas adaptações ecológicas e funcionais. A anatomia é uma ferramenta essencial para investigar aspectos relacionados à biologia e à evolução das espécies, especialmente no que se refere às interações com o ambiente, à dieta e à reprodução. Após a fixação com solução de formaldeído a 10% e o preenchimento do sistema arterial com solução de látex corado, conforme a técnica anatômica padrão, procedeu-se à dissecção para observar a disposição dos ramos colaterais do arco aórtico. O arco aórtico apresentou-se com uma curvatura à esquerda, emitiu dois ramos, o tronco braquiocefálico e a artéria subclávia esquerda. A artéria subclávia esquerda originou-se do arco aórtico, abaixo do nível de origem do tronco braquiocefálico, passando obliquamente, à esquerda, pela superfície ventral do esôfago. A artéria subclávia esquerda origina as artérias: artéria torácica interna esquerda, artéria vertebral, tronco costocervical e artéria cervical superficial. O tronco braquiocefálico deu origem à artéria carótida esquerda, à artéria carótida direita e à artéria subclávia direita, que, por sua vez, originaram as artérias: torácica interna direita, vertebral, tronco costocervical e cervical superficial. O arco aórtico do gato-maracajá se enquadra no tipo II.
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