ANOMALIAS CONGÊNITAS PRIORITÁRIAS PARA VIGILÂNCIA NO PARANÁ: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE 2013 A 2022
DOI:
https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i2.2026-12466Palavras-chave:
Anormalidades Congênitas, Nascido Vivo, Vigilância Epidemiológica, Regressão LogísticaResumo
As anomalias congênitas representam um importante desafio de saúde pública, sendo a segunda principal causa de óbitos infantis no Paraná em 2023. Com o intuito de aprimorar o registro e a vigilância dessas condições, o Ministério da Saúde brasileiro implementou uma lista de anomalias congênitas prioritárias. No entanto, o perfil epidemiológico dessas anomalias prioritárias para a vigilância ainda não foi documentado no estado do Paraná. Este estudo objetivou descrever esse perfil no período de 2013 a 2022. Trata-se de um estudo observacional transversal que utilizou dados secundários do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), relativos a nascimentos de filhos de mães residentes no Paraná. Foram calculadas taxas de prevalência brutas e ajustadas, e um modelo misto de regressão logística foi empregado para avaliar a influência de fatores sociodemográficos, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e da pandemia de COVID-19. O estudo revelou prevalência de anomalias de membros (1,97/1000 nascidos vivos – NV), cardiopatias congênitas (0,82/1000 NV) e fendas orais (0,72/1000 NV). As variáveis sociodemográficas foram associadas à ocorrência das anomalias prioritárias, com destaque para fatores raciais/étnicos, que indicaram um risco elevado para fendas orais em filhos de mulheres indígenas residentes no Paraná. O IDHM não apresentou associação estatisticamente significativa com a ocorrência das anomalias analisadas. A pandemia reduziu a chance de fendas orais. As descobertas ressaltam a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica no Paraná, especialmente para as anomalias mais prevalentes. Os resultados fornecem evidências cruciais para subsidiar políticas públicas e direcionar ações de saúde, como o aprimoramento do diagnóstico pré-natal e a alocação de recursos para o tratamento e prevenção dessas condições.
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