PERFIL CLÍNICO E LABORATORIAL DE PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM HEMODIÁLISE E ASSOCIAÇÃO COM ESCALA DE SEVERIDADE DE FADIGA E QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i2.2026-12176Palavras-chave:
Doença Renal Crônica, Hemodiálise, Diagnóstico Laboratorial, Qualidade de VidaResumo
Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil clínico e laboratorial de pacientes renais crônicos em hemodiálise e associação com escala de severidade de fadiga e qualidade de vida. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, descritivo e analítico, realizado em um centro de hemodiálise no Sudoeste da Bahia. Como instrumento de coleta de dados, foi utilizado um formulário digital através do Google Forms e avaliada variáveis dependentes, como a escala de severidade de fadiga e a qualidade de vida, e independentes, características sociodemográficas, clínicas e exames laboratoriais. Para a tabulação dos dados e análise estatística foi utilizado o Microsoft Excel® e o Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS) for Windows versão 21.0, respectivamente. De 187 pacientes, 56,1% eram homens e a maioria com idade <60 anos (70,1%). A comorbidade mais prevalente foi a hipertensão arterial sistêmica (82,7%) e os sintomas mais relatados durante a HD foram a cãibra (84,5%), calafrio (72,7%) e cefaleia (72,5%). Observou-se valores acima da referência para os exames laboratoriais de fósforo (62,0%), ferritina (60,4%) e paratormônio (89,8%) e valores abaixo da referência para hemoglobina (70,1%). Houve associação estatística entre estado geral e fósforo (p=0,037), ferro e aspectos emocionais (p=0,040), PTH e saúde mental (0,032) e escala de severidade de fadiga e saturação de transferrina (p=0,017). Verificou-se associação entre o perfil laboratorial com escala de severidade de fadiga e qualidade de vida, tais resultados podem auxiliar na criação de estratégias de tratamento que melhore a qualidade de vida de pacientes renais crônicos.
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