NEUROBIOLOGIA DA EMPATIA: A DUALIDADE ENTRE SENTIR E COMPREENDER O OUTRO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i2.2026-12035

Palavras-chave:

Empatia, Modelos Biopsicossociais, Saúde Mental, Sociobiologia.

Resumo

A Neurobiologia investiga a modulação de padrões de comportamentos em função da organização celular e estrutural do cérebro. Na perspectiva da evolução cultural de qualquer sociedade humana a empatia é um fenótipo multifatorial abordado dentro do campo da sociobiologia. Algumas condições do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista – TEA, podem revelar construções do processamento emocional e racional que envolvem, empatia, bases neurofuncionais e comportamento social. Objetivo: Compreender a empatia dentro de um modelo biopsicossocial através das linguagens, códigos e aspectos neurobiológicos. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica exploratória realizada em fevereiro de 2025. A sua coleta de dados foi realizada em bancos de dados como PubMed, Biblioteca virtual de Saúde (BVS), SciElo e Frontiers; foi utilizada a pergunta norteadora: O que os estudos bibliográficos dissertam sobre empatia em seu aspecto biopsicossocial? Para melhor fundamentar o objetivo da pesquisa. Foram utilizados os operadores booleanos (AND e OR); os critérios de inclusão foram materiais dos últimos 10 anos, com aderência ao tema e objetivo e nos idiomas português, inglês ou espanhol. Resultados: Em uma análise biopsicossocial da empatia com 11 estudos incluídos, as divergências entre a empatia afetiva e cognitiva é um fenômeno muito observado e discutido dentro da condição do espectro autista, por outro lado a coexistência entre a empatia positiva e negativa pode, quando não equilibrada causar sofrimento psicológico. As linguagens da empatia podem revelar-se em: comunicações sociais, comportamento próprio, reação aos outros, reação dos outros, afiliação social, poder social, e distúrbios do comportamento. Considerações finais: As análises apontam que a empatia cognitiva e a afetiva possuem mecanismos neurobiológicos divergentes, mas são complementares. Desse modo, essas vertentes mostram que a compreensão dos fenômenos da empatia é importante para configurar um modelo biopsicossocial comportamental.

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Biografia do Autor

Roberta Rodrigues de Lemos Gitirana, Centro Universitário Maurício de Nassau

PHD em ciências biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU-Caruaru).

Matheus Fernando Gomes de Azevedo, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduando em Enfermagem no Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU-Caruaru).

Maria Luiza Santos Cavalcanti de Oliveira, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduanda em Psicologia no Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU-Caruaru).

Evandro Mateus de Oliveira França, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduando em Psicologia no Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU-Caruaru).

Lavínia Maria dos Santos Macêdo, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduanda em Enfermagem no Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU-Caruaru).

Dayvesson Deleon Bezerra da Silva, Universidade de Pernambuco

Doutor em Ciências da Linguagem (UNICAP). Universidade de Pernambuco – UPE.

Meydson Gutemberg de Souza, Instituto de Tecnologia de Pernambuco

Mestre profissional em Tecnologia Ambiental pela ITEP. Secretaria de Educação/Faculdade Alpha.

Diogo Rogério Carlos, Centro Universitário Maurício de Nassau

Especialista em Análise Existencial e Logoterapia (FACEAT- UNILIFE João Pessoa-PB). Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU-Caruaru).

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Publicado

25-05-2026

Como Citar

GITIRANA, Roberta Rodrigues de Lemos; AZEVEDO, Matheus Fernando Gomes de; OLIVEIRA, Maria Luiza Santos Cavalcanti de; FRANÇA, Evandro Mateus de Oliveira; MACÊDO, Lavínia Maria dos Santos; SILVA, Dayvesson Deleon Bezerra da; SOUZA, Meydson Gutemberg de; CARLOS, Diogo Rogério. NEUROBIOLOGIA DA EMPATIA: A DUALIDADE ENTRE SENTIR E COMPREENDER O OUTRO. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, [S. l.], v. 30, n. 2, p. 1109–1122, 2026. DOI: 10.25110/arqsaude.v30i2.2026-12035. Disponível em: https://www.revistas.unipar.br/index.php/saude/article/view/12035. Acesso em: 25 maio. 2026.

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Artigos