INFLUÊNCIA DA GAMETERAPIA SOBRE O EQUILÍBRIO, IMAGEM CORPORAL E INTERAÇÃO SOCIAL EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i2.2026-11785Palavras-chave:
Transtorno de espectro autista, Fisioterapia, Jogos de vídeoResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é marcado por danos na interação social, desordem na comunicação e comportamentos repetitivos. O objetivo do estudo é verificar a influência da gameterapia sobre o equilíbrio, imagem corporal e interação social em crianças com TEA. Metodologia: Participaram do estudo 27 crianças com diagnóstico de TEA com níveis de suporte 1 e 2, de 3 à 11 anos, atendidos no Centro de Reabilitação e Organização Neurológica do Pará - IONPA, durante 12 sessões por 30 minutos cada atendimento, 3 vezes na semana com gameterapia utilizando de jogos Wii Sport e Just Dance e avaliados antes, durante e após tratamento por meio do Questionário de Comunicação Social - SCQ; da Escala de Equilíbrio Pediátrica - EEP e da Escala de Desenvolvimento Motor - EDM. Utilizou-se para normalidade dos dados o teste Shapiro Wilk seguido do Teste de ANOVA de Friedman (p ≤ 0,05). Resultados: Observou-se aumento dos valores médios significativos durante e após o tratamento se comparado ao pré-tratamento e entre a 6 ª sessão e a 12 ª sessão para os escores totais da EEP e teste de rapidez pela EDM (p < 0.001), bem como na EEP das 14 atividades 5 mostraram valores maiores entre o pré e o pós-tratamento (p < 0.001). No SCQ houve uma frequência maior de respostas “geralmente” em todos os domínios no pós tratamento (p < 0.001). Ademais, como resultado qualitativo, ao final das 12 sessões, o depoimento dos responsáveis no que se refere a mudança na rotina dos pacientes após os atendimentos foi relatado que despertou o interesse nas crianças tanto pela música como pela dança, assim como redução no tempo de telas em casa, na irritabilidade e maior participação social na escola, o que gerou interesse por novas atividades. Conclusão: Desse modo, o protocolo de gameterapia proposto gerou resultados positivos e benéficos para o equilíbrio, imagem corporal e interação social das crianças com TEA, sendo então considerada um método mais ativo no tratamento dessas crianças, uma vez que é lúdico e chama atenção das mesmas, fazendo com elas tenham ainda mais interesse durante o tratamento e sejam mais adeptas do que nos tratamentos tradicionais.
Downloads
Referências
ALENCAR NETO, C. R. D.; CARDOSO, L. A. A Utilização da Gameterapia como Recurso Fisioterapêutico no Desenvolvimento Psicomotor de Crianças com TEA Leve. Revista Ibero - Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 10, n. 10, p. 955–965, 2024. DOI: 10.51891/rease.v10i10.15959. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/15959. Acesso em: 4 nov. 2024 DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v10i10.15959
ARAUJO, C. Autism: an ‘epidemic’ of contemporary times?. The Journal of Analytical Psychology, v. 67, n. 1, p. 5-20, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35417594/. Acesso em: 9 out. 2023. DOI 10.1111/1468-5922.12746. DOI: https://doi.org/10.1111/1468-5922.12746
ARBERAS, C. RUGGIERI, V. Autismo. Aspectos genéticos e biológicos. Medicina (Buenos Aires), Buenos Aires, v. 79 (Suplemento I), p. 16-21, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30776274/. Acesso em: 23 out. 2023.
ARNONI, J. L. B. et al. Efeito da intervenção com videogame ativo sobre o autoconceito, equilíbrio, desempenho motor e sucesso adaptativo de crianças com paralisia cerebral: estudo preliminar. Fisioterapia e Pesquisa, v. 25, n. 3, p. 294–302, jul. 2018. Acesso em: 21 nov. 2024 DOI: https://doi.org/10.1590/1809-2950/17021825032018
BARBOSA, M. M.; RAIMUNDO, R. J. de S. Benefícios da fisioterapia no desenvolvimento motor da criança com transtorno do espectro autista. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Brasil, São Paulo, v. 7, n. 14, p. e141128, 2024. DOI: 10.55892/jrg.v7i14.1128. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/1128. Acesso em: 9 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.55892/jrg.v7i14.1128
CHEN, Y. et al. The relationship between motor development and social adaptability in autism spectrum disorder. Front Psychiatry, n. 13, nov. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36506435/. Acesso em: 25 out. 2023. DOI 10.3389/fpsyt.2022.1044848. DOI: https://doi.org/10.3389/fpsyt.2022.1044848
CORDEIRO, E. S. G. et al. Equilíbrio postural em crianças com Transtorno do Espectro Autista. Revista CEFAC, v. 23, n. 5, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcefac/a/gxfHXjhKLFtRnx5VP5DCRNs/?lang=pt&format=html. Acesso em: 31 out. 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0216/20212350921. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0216/20212350921
DE OLIVEIRA, J. C., DOS SANTOS, C. B.; ROCHA, A. N. D. C. O Efeito da Realidade Virtual nos Aspectos Psicomotores de Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista: Estudo de Caso. Disponível em: https://temasemsaude.com/wp-content/uploads/2020/02/20110.pdf. Acesso em: 9 nov. 2024.
DIAS, T. DA S. et al. Contribuições da gameterapia para as habilidades cognitivas de um adolescente com paralisia cerebral. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 27, n. 4, p. 898–906, out. 2019. Acesso em: 21 nov. 2024 DOI: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoRE1777
MELLO, B. C. C; RAMALHO, T. F. Uso da realidade virtual no tratamento fisioterapêutico de indivíduos com Síndrome de Down. Revista Neurociências, [S. l.], v. 23, n. 1, p. 143–149, 2015. DOI: 10.34024/rnc.2015.v23.8057. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/view/8057. Acesso em: 16 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8057
NASCIMENTO, J. P. A.; ROCHA, L. G. D.; SANTOS , G. B. dos; MENDES , M. G.; RONACHER , H. S.; REIS , L. de L.; OLIVEIRA, S. A. B. de; OLIVEIRA, P. A. V. M.; SOBRAL , I. M.; FERNANDES, L. S.; BASTOS , B. L. M.; CORRÊA, P. H. A. Avanços no Desenvolvimento Motor e Interação Social de Crianças com TEA Efeitos do Exercício Físico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 1605–1616, 2024. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n3p1605-1616. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/1702. Acesso em: 19 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n3p1605-1616
NETO, F. R. Manual de Avaliação Motora. 1ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2002. Disponível em:https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4974262/mod_folder/content/0/ManualEDmanual%20motora%20fina_rosa%20Neto.pdf?forcedownload=1. Acesso em: 09 de nov 2023.
OLIVEIRA G. T. Q; SCHMIDT L. M; COELHO E. C. V. Análise da prevalência do Transtorno do Espectro Autista em crianças nos últimos 10 anos. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 6, p. e1 5551, 20 jun. 2024. Acesso em: 1 nov. 2024 DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e15551.2024
RCG 4004-2023: EEP- Escala de equilíbrio pediátrica. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=4601076&forceview=1. Acesso em: 26 de out 2023.
SILVA, J. E. S. A fisioterapia no desenvolvimento motor das crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Repositório Universitário da Ânima (RUNA), 2022. Disponível em: https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/31836. Acesso em: 25 out. 2023.
VAGHETTI, C. A. O. et al. Gamepad: utilizando exergames para a promoção da saúde e inclusão social de pessoas com deficiência. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, Umuarama, v. 26, n. 1, p. 13-21, jan./abr. 2022. Disponível em: https://ojs.revistasunipar.com.br/index.php/saude/article/view/8111. Acesso em: 3 nov. 2023. DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v26i1.2022.8111. DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v26i1.2022.8111
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os Direitos Autorais para artigos publicados são de direito da revista. Em virtude da aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Respeitará, no entanto, o estilo de escrever dos autores.
Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos autores, quando necessário. Nesses casos, os artigos, depois de adequados, deverão ser submetidos a nova apreciação.
As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.






